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A pele do recém nascido

Pele de bebê
Pele de bebê

A pele do bebê é bem diferente da pele dos adultos. Ela é mais fina – cerca de metade da espessura da pele de um adulto - tem menos pêlos, as glândulas que produzem o suor ainda são imaturas e as células que produzem a coloração da pele, os melanócitos, estão em menor atividade.

Por ser muita fina, a pele da criança absorve muitas substâncias, sejam substâncias tóxicas ou não. Deve-se tomar muito cuidado com o que passar na pele desses pequenos, pois podem desenvolver bolhas ou feridas ao serem expostas ao calor, irritantes químicos, traumatismo ou doenças inflamatórias.
Sabonetes específicos, por favor, mamãe – A pele dos adultos produz um óleo para lubrificar e agir contra as bactérias. A pele do bebê não produz óleo de maneira suficiente, então banhos em excesso principalmente com sabonetes fortes é prejudicial, pois pode ocasionar irritação e diminuir a proteção contra as bactérias.

Problemas dermatológicos mais comuns na pele do bebê:

-Acne do recém-nascido
Geralmente presente no nascimento do bebê ou nas suas primeiras semanas de vida, caracteriza-se pela formação de cravos e espinhas numa base bem avermelhada, principalmente na região das bochechas e do nariz. A causa está relacionada à tendência genética do bebê e aos hormônios da mãe, que passam para o filho antes do nascimento, estimulando suas glândulas sebáceas. Essa transferência ocorre por meio do cordão umbilical e acontece em todos os partos. Nem por isso todas as crianças têm esse tipo de acne, mas apenas quando já existe a tendência genética. É freqüente, até hoje, o bebê que apresentou essa alteração sofrer uma acne mais severa ao chegar à adolescência ou mesmo à idade adulta.
Normalmente a acne do recém-nascido não exige tratamento, uma vez que os hormônios vão sendo metabolizados naturalmente e há uma regressão do quadro. Caso isso não aconteça, recomenda-se compressas com água boricada e loções à base de eritromicina, que é um antibiótico.

-Crosta Láctea
É a seborréia ou dermatite seborréica do recém-nascido, uma doença inflamatória da pele caracterizada pela formação de cascas localizadas, principalmente no couro cabeludo e na face. O processo que leva ao surgimento da crosta láctea é o mesmo da acne, pois tanto as glândulas sebáceas do couro cabeludo quanto as da pele – umas determinando a dermatite seborréica e as outras, a acne – são ativadas pelo mesmo tipo de estímulo: o aumento de secreção dos hormônios masculinos que passaram da mãe para o recém-nascido.
É recomendado o uso de xampus neutros e uso de óleo a base de cetoconazol e ácido salicílico para facilitar o desprendimento das crostas do couro cabeludo.

-Dermatite das Fraldas (Dermatite amonicial)
É a mais comum das patologias dos bebês. Ocorre devido à presença de urina e fezes na pele do bebê. Como é muito fina, a pele passa a não suportar os componentes da urina e fezes, que são extremamente cáusticos e acabam determinando a irritação.
A conduta correta é lavar o local com água e sabonete neutro e aplicar pasta d’água. Além da higienização, deve-se manter a área ventilada e sob o sol nos horários adequados. Assim, as bactérias e os fungos, que precisam de umidade e calor para proliferar, acabam não tendo condições de sobreviver. É necessário introduzir um pouco de corticóide de baixa potência, nistatina ou cetaconazol.

-Miliária
Mais conhecida como brotoeja, é muito comum no recém-nascido e acontece devido a obstrução parcial das glândulas sudoríparas devido a sua imaturidade. São bolhinhas de conteúdo claro, semelhantes a mílios, branquinhas ou avermelhadas, que podem coçar ou não.
Os pais devem evitar ao máximo o uso de roupas sintéticas e quentes que aumentam a sudorese. Deixe a área ventilar, tomar sol e use sempre roupas de algodão.
No caso das crianças, os raios ultravioletas A, presentes no sol no início da manhã (até as 10 horas) e do final do dia (depois das 16 horas), ajudam a melhorar muito os problemas de pele do bebê. A atividade secativa do ultravioleta é bastante bem-vinda nestes casos.

-Mancha Mongólica
Mancha cuja tonalidade pode variar do azul até o cinza, mais freqüente na região lombar e glútea. Aparece mais nos recém-nascidos de raça negra e tende a regredir espontaneamente até a infância.

-Cutis Marmorata Fisiológica
Manchas produzidas pela dilatação dos vasos da pele, dando assim um aspecto reticulado, principalmente nas pernas dos recém-nascidos quando expostos ao frio. Esse quadro é passageiro e benigno.

- Dermatite de Contato
A pele do recém-nascido é muito fina, as substâncias penetram mais facilmente na pele, causando mais alergia. Muito cuidado com talcos perfumados, hidratantes e sabonetes coloridos, remédios para sarna e filtro solares.

- Hemangioma Neonatal
Caracteriza-se por uma mancha plana, cor de vinho do Porto, que pode estar localizada em qualquer área do corpo. O hemangioma neonatal é superficial e preocupa apenas esteticamente, pois não apresenta nenhuma gravidade e normalmente aparece na testa, pálpebras ou nuca. Outra característica é que, se a criança chora, fica nervosa ou faz força para evacuar, o hemangioma fica mais vinhoso. Pode também sofrer alteração na cor devido ao frio ou ao calor. O hemangioma neonatal regride naturalmente em 90% dos casos. Algumas crianças também podem apresentar o hemangioma cavernoso ou o tuberoso, que não se caracteriza por manchas, mas tumores vermelhos de pequenos a grandes volumes que podem comprimir áreas importantes, como, por exemplo, olhos, nariz. Nesses casos, o dermatologista deve ser procurado para indicar o melhor tratamento já que esse tipo de hemangioma não regride espontaneamente.

- Nevos Melanóciticos Congênitos
Ocorrem em 1% dos neonatos e se expressam como lesões pigmentares planas de tamanho variável.Seu diâmetro varia de 1,5 a 20 cm e os grandes, tem diâmetro superior a 20 cm.
Existem nevos gigantes pilosos com grandes dimensões que recobrem grandes extensões do corpo.São também chamados nevos congênitos gigantes e sua importância reside na possibilidade de se acompanharem de maior probabilidade de malignização com evolução para melanoma maligno.
Tratamento: atualmente aceita-se como alta a freqüência de malignização dos nevos congênitos gigantes (5% a 20%), motivo pelo qual se indica sua retirada cirúrgica. Mas, como sua retirada cirúrgica é, em geral, simples, devem ser retirados antes dos 12 anos, preferencialmente, pois, a partir dessa idade, as possibilidades de malignização, estatisticamente, aumentam.

O Sol e a Pele do Bebê

A exposição ao sol é bem-vinda e importante para o bebê, desde que aproveitada corretamente, isto é, nos horários apropriados, como no início da manhã (até 10 horas) e no final do dia (após as 16 horas). Antes de completar 6 meses de idade, o bebê não pode usar nenhum tipo de filtro solar, pois seu organismo ainda não possui metabolismo de excreção para eliminar o produto, o que pode acabar propiciando o surgimento de alguma doença
Após 6 meses de idade, pode-se usar filtro solar específico para crianças, fator 25 ou 30, de preferência os que trazem impressa a palavra Kids, porque possuem substâncias menos irritantes e especiais para a pele infantil. É muito importante aplicar o filtro sempre meia hora antes da exposição ao sol e na criança nua, para que todas as áreas fiquem protegidas se a roupa sair do lugar. Essa meia hora de antecedência é necessária para a pele absorver o produto, que, aliás, deve ser reaplicado de hora em hora se a criança mergulhar, suar. Além do filtro, não dispense o boné ou o chapéu, sendo que atualmente existem roupas confeccionadas com tecido com protetor solar 50 já disponíveis para a compra em nossa região. A mãe que quiser ficar sob o sol por mais tempo não deverá expôs o bebê no período das 10hs às 16hs, mesmo que ele esteja protegido corretamente e sob guarda-sol, pois o mormaço já é suficiente para prejudicar a pele da criança.

DICAS PARA A MÃE

- Troque as fraldas do bebê com freqüência.

- Deixe com a maior freqüência possível a pele do seu bebê exposta ao ar fresco e ao sol da manhã por 5 a 10 minutos.Estudos mostram que 5 minutos de exposição solar 3x por semana são suficientes para produção de vitamina D, essencial para o desenvolvimento ósseo e prevenção do raquitismo.

- Como a pele da criança é mais fina, produtos locais podem ser absorvidos e um simples creme pode dar efeitos colaterais sistêmicos.Tomar muito cuidado com o uso de corticóides locais potentes e o uso deste por muitos dias seguidos, pois eles causam afinamento intenso da pele tratada, predisposição ao aparecimento de estrias no local e levam ainda ao aparecimento dos vasos sanguíneos na região tratada.

- Os recém-nascidos tem dificuldade em lidar com o frio, já que sua pele muito fina e com pouca gordura subcutânea diminuem o isolamento térmico, por isso estas crianças devem, ser bem agasalhadas.Em crianças com 6-9 meses, o problema em geral é com o calor, porque ainda com esta idade os ductos glandulares que liberam o suor não estão bem desenvolvidos e o suor fica retido na pele, provocando a Brotoeja ou Miliária.

Dra. Ana Paula Cipoli
Dermatologista - CRM 86514
Médica Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia

www.pinhalcarecenter.com.br

Postado por Equipe BeauTV

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